Fora da lata: Artigo de opinião Chef Hugo Nascimento

Portugal é, cada vez mais, um destino gastronómico. É um país onde se conserva a tradição, o sabor, a cultura e a identidade de uma sociedade que sabe e gosta de estar à mesa. A mesa serve de palco para os espetáculos familiares, para a comédia entre amigos e para a educação dos mais novos. É lá que se saboreia o valor de Portugal, através de memórias que viajam pelos nossos sentidos. É um local histórico, de culto, onde se continua a escrever no presente, inspirados pelo passado, as histórias para os leitores do futuro.

Felizmente, construímos uma indústria capaz de conservar os sabores de Portugal, uma indústria que alimentou combatentes e que hoje tanto caracteriza o nosso território. Estão melhores do que nunca, são um atrativo para quem nos procura e viajam por esse mundo fora à procura de novas economias. Aguentam-se sem perder a essência e vestem-se de várias formas e com muito estilo. A lata entrou na moda, mas uma conserva é bem mais que um souvenir. É um produto, um ingrediente, um momento e até uma necessidade. É pequena e concentrada, mas muitas vezes menos bem utilizada.

Não é um produto para o desenrasque, mas é quase sempre usado para desenrascar. A conserva é para criar, para misturar e, se possível, para fazer parte integrante da mesa portuguesa, juntando-se à família da sopa. É para picar, para acompanhar, para simplificar e também complicar. A inovação vai de encontro às suas múltiplas formas de utilização, até hoje muito pouco exploradas.

As conservas têm alma, personalidade e, acima de tudo, muitos benefícios. E é com base neste princípio que nasce a nossa missão: explorar novas formas de consumo, torná-la próxima e cada vez mais presente no nosso dia a dia.

 É preciso pensar fora da lata!

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