História

A mais popular conserva portuguesa, Bom Petisco conta com uma história tão especial quanto o seu atum.

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A origem da indústria conserveira nacional remonta ao século XIX, quando Vila Real de Santo António era o ponto de encontro das indústrias da pesca e conservação. Foi aqui que, durante mais de um século, a pesca do atum se concentrou, para resultar em conservas que alimentavam milhares de pessoas por todo o mundo. À medida que a indústria se desenvolvia, também a procura aumentava e, gradualmente, a conserva de atum conquistou um lugar privilegiado na mesa de muitas famílias. O crescimento foi tal que, no final do século XX, a costa algarvia começou a mostrar sinais de sobre-exploração. Ao mesmo tempo, o atum deu início a um processo de alteração da rota migratória.

Perante esta situação, a indústria conserveira começou a procurar alternativas e é assim que, em 1962, Bom Petisco conquista o seu ADN açoriano. Ponto de passagem privilegiado na rota migratória de muitos animais marinhos, com águas frias e peixe de qualidade ímpar, as ilhas açorianas são o local escolhido para a instalação das duas fábricas da marca. Atualmente, orgulhamo-nos de poder afirmar que parte da nossa produção é assegurada com peixe fresco, pescado nos Açores.

História atum Bom Petisco

Mais de 50 anos de Bom Petisco.

Nas ilhas de São Miguel e do Pico, a produção de Bom Petisco conta uma história com mais de 50 anos. Esta é uma história feita pelas mãos das colaboradoras que, todos os dias, trabalham manualmente o peixe, para colocar ao dispor de todos o melhor dos petiscos, o nosso atum. É através delas que cada lata contém a garantia de tradição açoriana – um peixe inigualável, preparado segundo as regras do saber passado entre gerações.

O Atum

São várias as espécies de atum que habitam as águas frias do oceano atlântico. Entre elas, as conservas Bom Petisco privilegiam o atum Skipjack (Katsuwonus pelamis), vulgarmente conhecido por Bonito ou Gaiado.

Um grande nadador, o atum distingue-se pelo seu corpo alongado e fusiforme. Os antigos gregos chamavam-no de thynō, “o apressado”, por causa da sua velocidade. Hoje, sabe-se que algumas espécies de atum chegam a atingir os 70 km/h e, deslocando-se sempre em cardumes de peixe, percorrem até 170 km num só dia. Mais do que as baleias!

História - pesca atum bom petisco
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Contudo, não é apenas a sua fisiologia que merece destaque: com um metabolismo muito eficiente, o atum mantém sempre uma temperatura corporal elevada. Desta forma, detém uma força física surpreendente, capaz de sobreviver em águas muito frias e com uma enorme resistência.

Os Açores, devido à temperatura das águas e à sua origem vulcânica, são um local privilegiado para a reprodução do atum e ponto de passagem na sua rota migratória. É isto que faz com que, em determinados locais e altura do ano, seja possível avistar aqui grandes cardumes, que fazem dos Açores ponto de passagem na sua rota migratória.

Bom Petisco conserva o que é bom

Depois de pescado, o atum é transportado para as fábricas do Bom Petisco. Aqui, é cortado e trabalhado à mão, para que o peixe seja cozinhado. É então conservado em óleo, azeite ou água, para depois ser submetido a um processo de esterilização. Sem a utilização de quaisquer conservantes, o resultado é uma conserva 100% natural, muito nutritiva e com um sabor que perdura com o tempo.

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Mar dos Açores atum bom petisco

Preservar o oceano.

Porque a sustentabilidade das pescas é uma preocupação de Bom Petisco, a pesca nos Açores rege-se por critérios rigorosos de proteção do ecossistema marinho. A pesca é realizada em colaboração com o POPA – Programa de observação para as pescas dos Açores -, um projeto de monitorização e controlo das pescas. O objetivo é garantir que nenhum golfinho é molestado na nossa atividade pesqueira. A proteção dos golfinhos e sustentabilidade do mar é também assegurada pelo estatuto de “Friend of the Sea”, que visa a redução do impacto humano no equilíbrio do ecossistema marinho.